O que é a patela e por que ela desalinha? Entenda em linguagem simples

Se você sente dor na frente do joelho ao subir escadas, ao levantar da cadeira ou ao correr, talvez esteja se perguntando o que está acontecendo ali. Neste artigo eu vou explicar, de forma direta e simples, o que é a patela e por que ela desalinha. Vou mostrar as causas mais comuns, como reconhecer o problema e o que você pode fazer já para melhorar.

O que é a patela e por que ela desalinha?

Sem termos técnicos difíceis. Vou usar exemplos do dia a dia e passos práticos que funcionam na maioria dos casos. Se a sua preocupação é voltar a caminhar, correr ou simplesmente fazer suas tarefas sem dor, aqui você encontra respostas úteis e aplicáveis.

Anatomia básica: o que é a patela?

A patela, popularmente chamada de rótula, é um pequeno osso triangular que fica na frente do joelho. Ela funciona como uma polia para o músculo quadríceps, ampliando a força que esse músculo aplica ao estender a perna.

Conforme destacam profissionais médicos do COE, centro ortopédico goianiense, além de transmitir força, a patela protege a articulação do joelho e ajuda a manter a estabilidade quando dobramos e esticamos a perna. Quando tudo está alinhado, a patela desliza suavemente em um sulco do fêmur chamado tróclea.

Por que a patela desalinha?

Agora que você sabe o que é a patela, vamos ao motivo que mais interessa: por que ela desalinha. O desalinhamento ocorre quando a patela não segue o trajeto correto no sulco do fêmur. Isso pode gerar atrito, desgaste e dor.

As causas podem ser múltiplas. A seguir, listei as principais e expliquei cada uma com exemplos práticos.

Causas mais comuns

  • Força muscular desequilibrada: quando o quadríceps, principalmente a porção medial, é fraco, a patela tende a puxar para fora. Por exemplo, quem passa muito tempo sentado e tem pouca atividade física pode perder força nessa região.
  • Formato ósseo: algumas pessoas nascem com um sulco femoral raso ou com a patela de formato que facilita o deslocamento. Isso aumenta o risco mesmo sem lesão prévia.
  • Lesões e traumas: um impacto direto no joelho pode deslocar a patela ou causar instabilidade subsequente.
  • Má mecânica ao andar ou correr: pisada para dentro, joelho valgo (quando os joelhos se aproximam demais) ou fraqueza do glúteo podem alterar a linha de tração do músculo e puxar a patela para fora.
  • Hiperflexibilidade: pessoas muito flexíveis podem ter ligamentos frouxos, o que facilita deslocamentos da patela.

Sintomas que indicam desalinhamento

Nem todo desalinhamento causa deslocamento completo. Muitas vezes a patela apenas “rasa” para fora e volta ao lugar. Mesmo assim, já pode causar sintomas que merecem atenção.

  • Dor na frente do joelho: comum ao subir escadas, agachar ou após sentar por muito tempo.
  • Sensação de instabilidade: sensação de que o joelho vai “ceder” ou sair do lugar.
  • Estalos ou atrito: ruídos ao dobrar o joelho.
  • Inchaço após atividade: especialmente depois de exercício intenso ou trauma.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com a história e o exame físico. O médico ou fisioterapeuta observa a posição da patela, testa a força muscular e avalia a marcha.

Exames de imagem ajudam a confirmar a situação. Raio-X avalia o posicionamento e a forma dos ossos. A ressonância magnética mostra danos em cartilagem, ligamentos ou meniscos.

Tratamento: o que funciona na prática

O tratamento depende da gravidade. Na maioria dos casos sem deslocamento fraturante, o primeiro passo é conservador: fisioterapia e ajustes de atividade. A orientação inicial sobre a intensidade e o tipo correto de exercício, no entanto, deve vir de uma avaliação médica especializada.

Essa é a principal razão pela qual, ao buscar tratamento, a recomendação de um profissional experiente faz toda a diferença, um princípio que explica a busca dos goianos pelo ortopedista de joelho mais recomendado em Goiânia por pacientes que valorizam um direcionamento assertivo desde o início.

  1. Fortalecimento: exercícios para o quadríceps, especialmente a parte medial, e para os glúteos ajudam a centralizar a patela.
  2. Correção da marcha: ajustar a técnica de corrida ou usar palmilhas pode reduzir forças que puxam a patela para fora.
  3. Controle da dor e inflamação: gelo, analgesia quando necessário e evitar atividades que agravem a dor por algumas semanas.
  4. Bandagem e órteses: em alguns casos, próteses de suporte ou bandagem (taping) ajudam a manter a patela na posição correta durante a reabilitação.
  5. Cirurgia: recomendada quando há luxação recorrente, lesão de ligamento ou alterações anatômicas que não melhoram com fisioterapia.

Exemplos práticos de exercícios

Comece com exercícios simples e controle o volume. Três exemplos para conversar com seu fisioterapeuta:

  • Isométrico do quadríceps: contraia a frente da coxa com a perna esticada, mantenha 10 segundos, repita 10 vezes.
  • Elevação de perna esticada: deitado, levante a perna sem dobrar o joelho para trabalhar controle do quadríceps.
  • Glúteo médio: abdução de quadril em pé ou deitado de lado para melhorar a estabilidade pélvica.

Quando procurar atendimento médico

Procure um profissional se houver dor intensa, inchaço que não cede, sensação de joelho fora do lugar ou se o problema limitar suas atividades. Atuação precoce reduz risco de piora e evita cirurgia em muitos casos.

Prevenção: hábitos que ajudam

Algumas medidas simples reduzem o risco de desalinhamento ou recorrência:

  • Manter força e equilíbrio: treinar quadríceps, glúteos e core regularmente.
  • Evitar sobrecarga súbita: aumentar treinos de corrida gradualmente.
  • Alongar de forma moderada: manter boa flexibilidade sem exagerar.
  • Calçados adequados: usar sapatos que ofereçam suporte para sua pisada.

Resumo e próximos passos

Agora você sabe o que é a patela e por que ela desalinha. O desalinhamento tem causas variadas: fraqueza muscular, formato ósseo, traumas e alterações na marcha. Os sintomas vão de dor à sensação de instabilidade.

Na maioria dos casos, fisioterapia com fortalecimento e ajustes de atividade é eficaz. Em situações mais graves pode ser necessária cirurgia, mas isso é decidido após avaliação completa.

Se você sente os sintomas descritos, procure avaliação profissional e comece um plano de reabilitação. Aplicando as dicas práticas e orientações de um especialista, é possível reduzir a dor e evitar novos episódios relacionados ao que é a patela e por que ela desalinha. Experimente seguir as recomendações e consulte um fisioterapeuta para um programa personalizado.

Credito imagem – pexels.com

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